CRIME PERFEITO
05/09/2006 08:52





AS 39 MENTIRAS DE FAHRENHEIT 9/11



Ali Kamel - O Globo, 10 / 8 / 2004



Quando o filme acabou, a platéia, jovem na maioria, levantou-se e aplaudiu. Não pude conter um certo constrangimento: como se pode enganar tanta gente assim,
sem nenhum pudor, e ainda ganhar o prêmio principal de Cannes? Estou falando do Fahrenheit 9/11, de Michael Moore, que todos chamam de documentário,
mas, a rigor, deveria receber outra qualificação. É um amontoado de mentiras e distorções,
tudo a serviço de uma teoria que o pior dos roteiristas
de espionagem rejeitaria: Bush, além de idiota, é de uma família gananciosa, sustentada pelos sauditas (talvez até diretamente por Bin Laden),
e, depois de tomar o poder com uma fraude, levou o país à guerra com o Iraque, uma nação que até então vivia tranqüila e pacificamente,
apenas para que a indústria bélica à qual ele é ligado lucrasse mais.




















Eu pensei: o terror islâmico está a um passo de ganhar a guerra. Mas logo me tranqüilizei com outros dois pensamentos. O primeiro: o filme é a prova da vitalidade
da democracia americana (em que outro país um filme tão mentiroso teria livre trânsito?). O segundo foi a cena patética em que John Kerry se apresentou para
o serviço, batendo continência e declarando: "Não hesitarei em usar a força e não concederei a nenhuma nação ou organização internacional o poder de veto
quando o assunto for a segurança dos EUA". Exatamente o que Bush fez: tentou o apoio internacional, não conseguiu, e foi à guerra, com o apoio do Congresso.
Não gosto de Bush nem de Kerry. Mas fiquei mais tranqüilo de saber que, com um ou o outro,
continuará a luta contra o terror islâmico, a pior ameaça depois do nazi-fascismo.
















Aqui vou mostrar as mentiras do filme. Na maior parte, elas são perceptíveis na hora, mas uma pesquisa em revistas e jornais americanos e em sites da internet
ajudou muito. Principalmente, as informações brilhantemente coletadas por Dave Kopel, um cidadão filiado ao Partido Democrata, mas eleitor do independente
Ralph Nader, como Moore. Kopel é colunista da conservadora National Review e diretor de pesquisas do Independence Institute, um think tank
muito respeitado do Colorado. Conhece os desvios de Moore desde Tiros em Columbine. Cada informação a seguir,
vinda de mim, de revistas, jornais ou Kopel, foram checadas nas fontes originais.






A burguesinha Patty Hearst, filha de um magnata sequestrada que sofreu lavagem cerebral
e aderiu á ideologia de seus sequestradores comunistas. Cuidado, leitor, isso pode acontecer com você.






O filme mostra a CBS e a CNN noticiando a vitória de Gore na Flórida. E diz: "Depois, alguma coisa chamada Fox Channel deu a vitória para o outro cara.
De repente, as outras redes disseram:'Hei, se a Fox disse isso, tem de ser verdade'". Em seguida, Moore diz que o chefe da Fox era primo de Bush,
insinuando que tudo foi uma conspiração. Tolice. A NBC, e não a CBS, foi a primeira a anunciar a vitória de Gore às 7:49 da noite.
Até 8:02, todas as redes fizeram o mesmo, inclusive a Fox!

Às dez da noite, a CBS e a CNN se retrataram, pondo a Flórida
como "sem resultado". Todas as redes fizeram o mesmo, menos a Fox, que manteve o resultado pró-Gore até as duas da manhã!







Até o mentiroso esquerdinha 'The Independent' admite: "Bush estava certo desde o começo"



Apenas às 2:16, a Fox projetou a vitória de Bush, no que foi seguida por todas as outras redes. Às 3:59, a CBS se retratou novamente, dando novamente a Flórida como
"sem resultado". Em oito minutos, todas as redes, inclusive a Fox, fizeram o mesmo. Ou seja, Moore pega a CBS às 7:52 dando o resultado para Gore,
sonega do espectador a informação de que a Fox fez o mesmo, e cola a imagem da Fox, seis horas depois, dando a vitória a Bush,
sonegando de novo a informação de que a própria Fox, duas horas depois, voltou a se retratar.









Moore diz que uma recontagem independente feita por jornais dava a vitória a Gore, "em todos os cenários, se a Suprema Corte não tivesse interrompido a recontagem
após o prazo legal". Se a recontagem fosse feita apenas onde Gore a solicitou, a vitória seria de Bush. Se a recontagem fosse geral e irrestrita –
o que Gore jamais solicitou – a vitória iria para Gore, se alguns critérios fossem seguidos, e para Bush, se os critérios fossem outros.
A afirmação "em qualquer cenário" é, portanto, mentirosa.



No site de Moore, é curiosa a prova que ele dá de que falou a verdade. O jornal citado é o Washington Times, do reverendo Moon, que diz que Gore ganharia
por uma margem entre 42 e 171 votos. Mas sabe qual a manchete da reportagem? "Recontagem não dá respostas seguras"! No filme, para ilustrar o que diz,
Moore mostra, em letras garrafais, uma manchete de um pequeno jornal de Illinois, The Pantagraph: "Última recontagem mostra que Gore venceu as eleições".
Mas era uma trucagem: aquilo não era a manchete do jornal, mas apenas o título de um editorial, que tomava apenas uma pequena parte da página.
Uma trapaça.
Não há dúvida de que Bush chegou à Casa Branca após uma eleição conturbada.
Mas o mesmo teria ocorrido se Gore tivesse vencido com a mesma margem.







O rato Saddam terminou sua estória no buraco. Chorem, anti-americanos.




O filme diz que “nenhum presidente, no dia de sua posse, enfrentou protestos semelhantes aos da posse de Bush,
que o obrigaram a cancelar o passeio a pé até a Casa Branca.” Mas Nixon, em 1969 e 1973, enfrentou protestos
com um número 3 vezes maior de participantes. E Bush, na última parte do percurso,
saiu do carro e, ao lado da mulher, andou até a Casa Branca.



O filme diz que “Bush passou 42% dos seus primeiros oito meses em férias”, segundo um levantamento do Washington Post.
Mas o levantamento incluía os fins de semana de trabalho em Camp David, e o tempo gasto nas idas e vindas.
Ninguém nota, mas numa das cenas, ao lado de Bush, está Tony Blair. Tirando os fins de semana, o tempo cai para 13%.


Bush aparece num jantar de gala, dizendo aos participantes, que trajam smoking: "Alguns os chamam de 'a elite". Eu os chamo de 'a minha base'.”
Faltou dizer que aquele era o jantar anual da Al Smith Foundation, que recolhe fundos para hospitais de caridade.
E que a brincadeira era o convidado de honra debochar de si mesmo. Gore, também convidado, fez o mesmo, mas Moore omite.










Na cena em que Bush passa 7 minutos sem nada fazer, após tomar conhecimento do ataque do segundo avião, o filme diz que ele continuou lendo um livro chamado
"Meu bode de estimação" , o que tem um efeito cômico invulgar. Mas o livro na verdade se chama "Domínio da Leitura 2"
("Meu bode" é apenas um exercício do livro, mas nada indica que Bush o estava lendo).


O filme diz que em 6 de agosto de 2001, Bush recebeu um informe do FBI dizendo que "Osama bin Laden estava planejando atacar os Estados Unidos com aviões
seqüestrados". E, para brincar, diz que Bush pode ter achado o título vago. A cena corta para Condoleezza Rice, diante da Comissão do 11 de setembro,
dizendo o título do informe: "Bin Laden decidido a atacar dentro dos EUA". Todo mundo ri, mas Moore não contou a ninguém que Condoleezza
revelara também o conteúdo do informe: uma colagem de informações relativas aos anos de 1997 e 1998.
E mais: a parte sobre aviões seqüestrados
é o oposto do que o filme sugere.
Diz o documento: "Não pudemos confirmar algumas das mais sensacionais ameaças como uma que
nos chegou de um serviço estrangeiro em 1998 dizendo que bin Laden queria seqüestrar um avião para obter a libertação do sheik cego
Umar Abd al Rahman e outros extremistas presos nos EUA".
O que o leitor, em 2001, faria com um informe desses?




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Em 2004, o governo americano elevou o nível de alerta contra atentados terroristas. Os jornais denunciaram que tudo era baseado em informações de 3 anos antes.
O governo se defendeu dizendo que os informes tinham sido atualizados em janeiro. No filme, Bush é brutalmente condenado por não ter feito nada ao ler um
relatório com informações de... 3 anos antes
(e sem atualizações). Agora, na vida real, é cobrado justamente por ter dado bola a um relatório semelhante.
É dura a vida de um presidente.











O filme diz que 142 sauditas, com 26 membros da família Bin Laden, foram autorizados a deixar o país, "depois de 13 de setembro", quando o espaço aéreo estava
fechado, graças à autorização especial de Bush. "Nem mesmo Rick Martin conseguiu voar". O filme diz que ninguém foi interrogado. A verdade: Richard Clarke,
então diretor de contra-terrorismo e endeusado por Moore por ter se tornado um crítico de Bush, assumiu inteira responsabilidade pelo ato e garantiu que
não pediu a autorização do presidente, mas Moore esconde isso.
A comissão do 11 de setembro confirmou tudo e acrescentou que todos os procedimentos legais
foram observados, com o FBI interrogando todos os que interessavam.
Basta ler o relatório final às páginas 329 e 330. Não é preciso ser nenhum gênio para saber
que se havia um grupo ultramonitorado nos EUA era a família de Bin Laden, inimigo declarado do país desde 1993. A quantidade de informações sobre cada passo
daquela família era imensa. Não eram necessárias muitas perguntas na hora do embarque para saber que eles estavam rompidos com Osama havia muitos anos.
E sem nenhum contato com ele.
Além do mais, a comitiva viajou dia 20 de setembro, quando o espaço aéreo já estava aberto
permitindo que todos voassem, inclusive o Rick Martin.









O filme diz que os Bush teriam se beneficiado de US$ 1,4 bi que os sauditas investiram na empresa Carlyle, de onde o ex-presidente Bush é consultor.
E afirma que os Bin Laden também seriam investidores da empresa. A verdade: Bush só se tornou consultor da Carlyle anos depois do fabuloso investimento
saudita. Os Bin Laden investiram apenas US$ 2 milhões na Carlyle, um nada perto da fortuna deles. O super anti-Bush George Soros também é investidor da Carlyle,
assim como muitos ex-assessores de ex-presidentes Democratas são ligados a ela.
O filme diz que a Carlyle ganhou milhões com a guerra do Iraque,
mas ela teve prejuízo: a única arma desenhada para o Exército, mas não comprada pelo governo Bush, foi o Cruzado, um sistema de mísseis
que custou à empresa US$ 11 bi. O ex-presidente Bush deixou há tempos de ser consultor da empresa.


O filme "denuncia" que a embaixada da Arábia Saudita em Washington recebe proteção da divisão uniformizada do serviço secreto americano.
No website do serviço secreto, no entanto, está dito que a divisão tem por missão proteger todas as embaixadas e missões diplomáticas de Washington.









O filme dá a entender que Bush paparicou delegados do Talibã, quando era governador do Texas. Mas é mentira, Bush nunca os recebeu.
Eles visitaram uma empresa chamada Unocal para conhecer um projeto de gasoduto no Afeganistão, que foi deixado de lado em 1998, e jamais retomado

(ao contrário do que o filme diz). O projeto era defendido pelo Governo Clinton. Em 2001, já no governo Bush, quem recebeu nova delegação do Afeganistão
foi o Departamento de Estado e, mesmo assim, para dizer que os EUA jamais reconheceriam o governo taliban. A cena da assinatura de um acordo
para a construção de um gasoduto, que o filme mostra, refere-se a outro gasoduto, que nada tem a ver com o projeto da Unocal,
que não está no projeto. E também a construção desse gasoduto jamais saiu do papel.
Da mesma forma, a afirmação de que
Hamid Karzai, presidente do Afeganistão, foi consultor da Unocal é mentirosa. Moore baseou-se numa única reportagem do
Le Monde, mas a Unocal sempre desmentiu a informação oficialmente.



Ashcroft, secretário de Justiça, é mostrado como um imbecil, que perdeu a votação para o senado para um cadáver. Seu competidor morreu três semanas antes do
pleito, e Moore insinua que os eleitores preferiram votar no morto. Moore só esquece de dizer que o partido indicou a viúva como nova candidata e que
a Justiça aceitou que os votos dados ao morto seriam computados para ela
: os eleitores não votaram num cadáver, desperdiçando o voto, mas na viúva.
As cédulas, apenas por questão de tempo, não foram trocadas.









O filme diz que Bush deu um mês de vantagem a Osama Bin Laden, pois os EUA não atacaram o Afeganistão imediatamente. Moore sonega dos espectadores
a informação de que Bush passou um mês tentando obter sem sucesso o aval da ONU para a invasão.
Cobravam-lhe a "prova cabal" do envolvimento de
Bin Laden, que, numa entrevista, dissera que não era o autor dos ataques, embora os aplaudisse. Moore disse que Bin Laden era inocente
até prova em contrário
(como muitos outros esquerdistas, como Noam Chomsky) A invasão seria uma atrocidade, disseram.


O curioso é que Moore manteve a opinião até o fim de 2002, quando fitas de vídeo achadas em Cabul já não deixavam dúvidas sobre o envolvimento de Bin Laden.
Pouca gente se lembra, mas os EUA invadiram o Afeganistão sem autorização da ONU.
Só foi "perdoado", porque as fitas se tornaram a tal prova cabal.
Fez o mesmo com o Iraque, e é odiado por isso, pelas mesmas pessoas, porque as armas de destruição em massa não foram encontradas.
Tivessem sido, e talvez Bush hoje fosse um herói.


O filme diz textualmente que “o Iraque jamais ameaçou os EUA ou assassinou americanos.” Para qualquer um que acompanhe a política do Oriente Médio,
isso chega a ser piada. O Iraque sempre acolheu terroristas como Abu Nidal, que matou americanos, sempre premiou as famílias dos homens-bombas
palestinos em dinheiro com US$ 15 mil e, sempre, em discursos e entrevistas, fez ameaças espalhafatosas aos EUA.
Imediatamente após o 11 de setembro, Saddam declarou que o ataque era o começo da grande revanche.








Como a esquerda quer que você veja a Guerra ao Terror.




O filme mostra cenas de civis iraquianos mortos ou feridos, mostrando chagas e ferimentos dantescos. A justificativa é mostrar os horrores da guerra
e embute uma acusação às TVs americanas que não teriam exibido cenas semelhantes. Mas Moore esquece de dizer que as TVs americanas também
não mostraram as cenas dantescas de corpos mutilados no atentado do WTC e do Pentágono. Imaginem o ódio a todos que se assemelhassem a
árabes se as imagens tivessem sido reveladas. Numa e noutra ocasião, as TVs americanas tiveram uma mesma postura. Mas Moore esconde isso.




O filme mostra uma cena em que Condoleezza Rice diz o seguinte: "Oh, de fato, há um laço entre o Iraque e o que aconteceu em 11 de setembro".
Moore mostra essa única frase. Se mostrasse a declaração inteira teria deixado os espectadores saberem que Condoleezza na verdade quis dizer outra coisa.
Leiam: "Oh, de fato, há um laço entre o Iraque e o que aconteceu em 11 de setembro. Não que Saddam Hussein ou seu regime de alguma maneira estejam envolvidos
no 11 de setembro,
mas se você pensa sobre o que provocou o 11 de setembro, é o surgimento de ideologias do ódio que faz pessoas jogarem aviões contra prédios
em Nova York. É uma grande rede internacional de terroristas que está determinada a derrotar a liberdade. E estão todos ligados. O Iraque é um front central,
porque, se e quando, nós mudarmos a natureza do Iraque para um lugar pacífico e democrático e próspero no coração do Oriente Médio,
você vai começar a mudar todo o Oriente Médio".










Lista de paises que armaram o Iraque:







Também mentirosas são as cenas em que Moore sai correndo atrás de congressistas para que alistem seus filhos na guerra. Alguns são
mostrados correndo, quando, na verdade, deram longas entrevistas, como é o caso de Mark Kennedy. Fora isso, o levantamento está errado.
Moore diz que “apenas um congressista tem filho no Exército”, quando na verdade são sete, dois no Iraque. Um número baixo, mas para que
mentir? Moore também omite que o seu alvo predileto (depois de Bush), John Ashcroft também tem um filho no Exército.



O filme é esse lixo. Nossa imprensa, sem revelar as mentiras, foi mais ou menos unânime: "brilhante, mas faccioso", "histórico, mas
tendencioso", "bem pesquisado, mas panfletário". Para mim, a adversativa não é um pequeno problema. Porque não se pode compactuar com a
mentira e a empulhação. Sobretudo quando não é necessário mentir para ser anti-Bush ou anti-guerra. O filme desmerece os pacifistas que o
aplaudem. E que continuarão a aplaudi-lo, a despeito de tudo. Porque vivemos tempos em que muita gente está cega e surda. Não quer ouvir
nem ver a ameaça que nos cerca.




enviada por HACKER


05/09/2006 08:33





A ARTE DO PORCUMENTÁRIO

Olavo de Carvalho
Primeira Leitura, agosto de 2004




As patifarias de Michael Moore em Farenheit 9/11 são tantas, que este número inteiro de Primeira Leitura não bastaria para explicar uma por uma. Os leitores interessados
podem informar-se de algumas no site http://fahrenheit_fact.blogspot.com/. Vão lá e verifiquem se a Reganbooks, editora do livro de Moore,
Stupid White Men, não foi sábia e prudente ao publicar logo depois dele, para a suprema indignação do autor e o benefício da humanidade legente,
o impagável antídoto escrito por David T. Hardy e Jason Clarke, Michael Moore is a Big Fat Stupid White Man.


Farenheit 9/11 é a apoteose da invencionice, um show de empulhações como nunca se viu.


É verdade que o cinema esquerdista tem uma longa tradição dessas coisas. Sergei Eisenstein usou todo o seu talento para embonecar a reputação de (Stalin,)
um ditador-açougueiro que fazia inveja ao próprio Adolf Hitler. Dziga Vertov inventou o kinopravda (“cinema-verdade”), do qual Jeremy Murray-Brown, da Boston University,
escreveu em Documentary and Disinformation : “O uso que Vertov fazia da expressão ‘ a vida como ela é ' era o de uma palavra de código. A linguagem dos seus filmes era o
equivalente visual dos textos comunistas: significava o oposto do que nela enxergavam os não-iniciados no código. Até 1949, quando da publicação do 1984 de George Orwell,
as pessoas não tinham a menor idéia de como funcionava a lingua dupla comunista (duplipensar). ‘A vida como ela é' significava precisamente ‘a vida como ela não é':
uma utopia cinematográfica construída com aparências de realidade.”








Durante a guerra, a máfia comunista que dominava Hollywood (v. Hollywood Party , de Kenneth Lloyd Billingsley) chegou a fazer um filme que embelezava o
pacto (nazista-comunista)
Ribentropp-Molotov. Na Itália, Francesco Rosi e outros discípulos de Antonio Gramsci inventaram a "ficção documentária",
que camuflava sob o realismo das imagens o esquematismo marxista do enredo. E em terras tupiniquins fabricou-se de celulóide até
uma Olga Benário que nunca foi agente do serviço secreto militar soviético.









Mas Michael Moore deixa tudo isso para trás. Não tem o requinte visual de Eisenstein, a sutileza de Vertov, a astúcia de Francesco Rosi. Não precisa de nada disso.
Entope o espectador de mentiras, e pronto. Farenheit 9/11 não é um documentário, não é "ficção documentária", não é kinopravda:
é um porcumentário – o produto acabado de uma mente suína.







Já viu uma fotomontagem? Pois veja um filme de Michael Moore pra ver uma filmontagem.




Moore procura mostrar que, para favorecer Bush na eleição, a Data Base Technologies, encarregada de controlar os registros de eleitores, excluiu deles milhares de votantes,
propositadamente escolhidos entre negros e Democratas. A acusação é gravíssima, porém totalmente falsa. Foram excluídos apenas criminosos condenados pela justiça,
que a lei da Flórida proíbe expressamente de votar
, mas que, por descuido das autoridades, haviam votado em massa nas eleições municipais de Miami em 1998.
Pressionada pelos tribunais, a Data Base simplesmente cumpriu a lei.


A candidatura Gore foi prejudicada por isso? Foi. Segundo a American Sociological Review, 69% dos criminosos condenados são adeptos do Partido Democrata.
Se a lei os deixasse votar, ou se a Data Base não aplicasse a lei, Gore poderia ter tido aproximadamente 3 mil votos a mais e ganhar a eleição, que seu adversário
levou por uma diferença 5 vezes menor. A Suprema Corte, ao reconhecer a vitória de Bush, pode portanto ser acusada de cruel indiferença ao apelo do candidato
derrotado para que sobrepusesse as preferências eleitorais dos criminosos à obrigação de cumprir a lei. Moore jamais poderá perdoá-la por isso. Quanto á raça,
ele configura com toda a evidência o crime impossível, pois a identidade racial dos votantes não constava dos registros da Data Base.








Por coincidência irônica, a omissão desse dado fez com que alguns cidadãos inocentes, homônimos de criminosos, fossem impedidos de votar. Embora numericamente
insignificante, o erro não deixou de ser apontado pelos adeptos de Gore como exclusão proposital, mas é óbvio que as duas acusações se contradizem: ou o se foi excluído
por ser negro, ou foi excluído porque, não se sabendo qual a sua raça, foi confundido com outra pessoa. Para piorar, os casos de homonímia foram depois meticulosamente
averiguados e se descobriu que, do total dos cidadãos prejudicados, 9,9% eram brancos , 8,7% hispânicos, e só 5,1% negros (v. "New York Post" de 12 / 07 / 2004).
Como a população carcerária da Flórida tem 49% de negros, é patente que, se alguém saiu perdendo, foram os brancos.








A afirmação de Moore de que, se a Suprema Corte não suspendesse a recontagem manual exigida por Gore, a vitória teria sido deste último “em todos os cenários possíveis”,
é só uma lenda alimentada pela maior máquina publicitária de todos os tempos. Pois a recontagem foi feita pelos jornais USA Today, Miami Herald e New York Times,
insuspeitos de cumplicidade com qualquer “vasta conspiração direitista”, no mínimo, por serem peças vitais daquela mesma máquina.
E os três, lamentando muito, chegaram à mesma conclusão: nos votos recontados a vantagem de Bush era maior ainda.







Em suma, não há absolutamente nada que justifique a acusação, exceto o ódio que Moore sente por Bush e o intuito expresso de impedir sua reeleição.
Esse exemplo não é um caso isolado, mas amostra típica do modus operandi do maior charlatão cinematográfico de todos os tempos. O procedimento repete-se
nas outras 38 mentiras analisadas, em muitas outras apontadas até pelos entrevistados do filme, e é o mesmo no porcumentário mooreliano anterior,
Bowling for Columbine. Neste, a culpa pelo massacre feito por dois jovens psicopatas numa escola é atribuída magicamente à proximidade de uma fábrica de armas,
cuja presença teria dado mau exemplo aos garotos.
Só que a fábrica não era de armas, era de satélites. Em contrapartida, o verdadeiro motivo do crime – o ódio anticristão,
que os próprios garotos registraram em vídeo
– é omitido por completo no filme.









O mesmo procedimento de falsificação total e descarada forma a estrutura do enredo principal de Farenheit 9/11, constituído de uma teoria da conspiração segundo a qual
os atentados ao World Trade Center e ao Pentágono teriam resultado de uma trama sinistra urdida por George W. Bush e a família Bin Laden.
O simples enunciado já deveria bastar para evidenciar o nível intelectual ginasiano – ginasiano de Columbine – da especulação de Moore,
cuja premiação em Cannes se explica menos pelo anti-americanismo psicótico imperante na França do que pelo fato de que
3 membros do júri têm contratos pessoais com a Miramax, financiadora da produção.








Mas, se até as hipóteses mais extravagantes têm direito a uma investigação, a teoria de Farenheit 9/11 já nasceu morta.
A prova essencial da conspiração, além da inculpação pelas velhas ligações comerciais das famílias Bush e Bin Laden, é apresentada no filme
da seguinte maneira: dois dias após os atentados, a Casa Branca concedeu um visto de saída para que parentes do terrorista, então em viagem pelos EUA,
voltassem para a Arábia Saudita, escapulindo de ser investigados pelos serviços de inteligência americanos.
Horror! Traição! Perfídia do bushinho, diria o Arnaldo Jabor.



Para realçar o significado eminente da prova obtida, Moore pergunta: Que diriam de Bill Clinton os republicanos se, logo após o atentado em Oklahoma (1995), liberasse
para viagem ao exterior a família do terrorista Timothy McVeigh?
Respondo eu: seria de fato um escândalo, pois os parentes de McVeigh eram cidadãos americanos,
e não estrangeiros protegidos por sua embaixada como os Bin Ladens. Mas, se todo o mal do argumento fosse uma pergunta idiota, seria um alívio.







George W Bush cai no samba, tocando chocalho numa escola do Rio de Janeiro, em 2007





O problema com a teoria de Moore é bem outro, é uma doença congênita, mortal e incurável: quem autorizou a saída dos Bin Ladens não foi George W. Bush.
O pedido de autorização para viagem não subiu ao escalão presidencial. Quem o liberou, muitos degraus abaixo, foi um funcionário chamado Richard Clarke.

Sabem quem é Richard Clarke? Aquele mesmo que, depois, saiu fazendo denúncias escabrosas contra o governo Bush e torrou logo de uma vez seus 15 minutos de fama.


Para se fazer de testemunha idônea, Clarke alegou que era eleitor Republicano. Depois foi revelado que era Democrata de carteirinha. De carteirinha e contribuição.
Ora, bolas! Se George W. Bush, caso liberasse a viagem, seria suspeito de boicotar deliberadamente as investigações, por que não seria suspeito de boicote intencional
ao governo o seu opositor Democrata que liberou a viagem dos Bin Ladens sabendo que isso pegaria mal
para a imagem do presidente e poderia até virar filme
do Michael Moore? Assim é a vida: a simples assinatura de um burocrata num visto de turista vira do avesso uma rebuscada hipótese conspiratória.


É evidente que o episódio Clarke, tão lindamente trombeteado na mídia quando parecia uma arma de destruição de Bushs em massa e tão rapidamente abafado
após a divulgação de que a testemunha mentira
sobre sua filiação partidária, faz em cacos a tese do filme e reduz a nada o interesse do seu enredo.








enviada por HACKER


05/09/2006 08:32






LOUISIANA DESCONHECIDA

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 5 de setembro de 2005




Alguns capítulos da verdadeira história da tragédia de New Orleans, cujo reverso fictício vocês lêem na mídia brasileira todos os dias.

A Louisiana é o estado mais corrupto dos EUA, uma Petelândia do Norte. Há décadas o governo federal envia verbas enormes para obras públicas, o dinheiro some.
Técnicos passaram anos alertando que as barragens do lago Pontchartrain não agüentariam um solavanco mais sério, ninguém ligou.

Fora as refinarias de petróleo, o Estado mal tem infra-estrutura industrial. Milhões de desempregados obesos, brindados pela previdência social até com vouchers
do MacDonald's, passam as tardes em cadeiras de balanço, nas varandas de suas casas em ruínas, curtindo uma ociosidade deprimente e sem esperança.
A taxa de delinqüência é a maior do país. O turismo sexual move a economia. Desordem, ilegalidade, roubalheira, confusão:
estava tudo pronto para que,
ao primeiro abalo da casca de civilização que ainda recobria o cenário, a Louisiana encenasse uma espécie de "Lord of the Flies" tamanho Spielberg.


Dois dias antes de romperem as barragens, o governo do Estado, alertado pelo serviço meteorológico, determinou a evacuação das áreas de risco. Os sábios da grande
mídia acharam que era um exagero, porque o furacão ainda era considerado de categoria 3, tolerável. O povo acreditou na mídia e no prefeito cuja indolência a confirmava.







A 5 milhas da zona que viria a ser atingida, há terra seca, moradias, aeroporto, serviços públicos. A população teve dois dias para salvar a vida. Bastava andar 5 milhas.
Ninguém andou, nem foi incentivado a isso. O governo federal ofereceu convocar a Guarda Nacional para ajudar na evacuação, ninguém quis.
"Nossa polícia dará conta do recado", garganteavam.

No tumulto que se seguiu, a polícia em desespero abriu as portas das cadeias, liberando milhares de delinqüentes
que logo se armaram e espalharam novos motivos de pânico
entre uma população já aterrorizada.


Tantos são os crimes e tantos os criminosos na longa preparação da tragédia, que os primeiros jamais serão investigados e os segundos jamais serão punidos.
O remédio, naturalmente, é cuspir no culpado de sempre:

"George W. Bush provocou o furacão porque não assinou o protocolo de Kyoto. George W. Bush gastou no Iraque o dinheiro da reforma das barragens.
George W. Bush não convocou a Guarda Nacional em tempo. George W. Bush não mandou o Exército para socorrer a multidão de vítimas,
porque eram negras e ele é um maldito racista branco."








Adianta dizer que mil Protocolos de Kyoto não mudariam o clima terrestre em tão pouco tempo, sobretudo porque
essa fraude monumental isenta de restrições ecológicas os maiores poluidores do mundo, China e Índia?

Adianta dizer que o dinheiro que foi para o Iraque não era da reforma e que, mesmo se fosse, jamais a barragem ficaria pronta antes de chegar o furacão?

Adianta dizer que quem não quis a Guarda Nacional em tempo foi o governo da Louisiana, e que aliás a Guarda Nacional é uma organização de voluntários, espalhados
por suas casas e empregos, impossíveis de reunir em número suficiente para um desafio dessas proporções em menos de três ou quatro dias?

Adianta dizer que uma lei americana centenária proíbe a mobilização do Exército para qualquer assunto interno,
que mudar essa lei seria uma discussão de meses no Congresso e que George W. Bush não é o Congresso?

Não, não adianta. Nos EUA, é claro, só uma fração mínima da opinião pública levou a sério as calúnias escabrosas que,
como sempre, vieram pela boca dos Jesses Jacksons e Michael Moores. No Brasil, elas passam por verdades absolutas.




enviada por HACKER


05/09/2006 08:30





O MALVADO BUSH E A INFELIZ LOUISIANA


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 12 de setembro de 2005




A lei americana é clara: o presidente da República não pode interferir nos Estados, mesmo em caso de calamidade pública,
exceto a pedido do governo local. Até o 4º dia do furacão a governadora da Louisiana, Kathleen Blanco, recusou a ajuda das autoridades federais.
Quando finalmente a aceitou, e de má-vontade, em menos de uma hora a ajuda chegou a New Orleans.


Tudo o que o presidente podia fazer antes disso era colocar as equipes e tropas federais de prontidão, aguardando o chamado da autoridade estadual.
George W. Bush fez isso em tempo. Na Guarda Nacional e na FEMA ( Federal Emergency Management Agency ), milhares de soldados, funcionários,
médicos e enfermeiros, com helicópteros e ambulâncias, remédios e armas, mapas e planos de socorro, esperaram ansiosamente,
durante os quatro dias mais longos das suas vidas, o sinal para entrar em ação.
Quando o sinal chegou, New Orleans já estava inundada.


Pior. Vendo que os organismos federais estavam de mãos atadas ante a teimosia da governadora, o presidente Bush passou toda a sexta-feira, dia 3,
preparando com seus assessores a complexa operação jurídico-burocrática que a lei e o Congresso exigem para autorizar a intervenção federal
não solicitada,
um caso raríssimo e, para os padrões do orgulhoso federalismo americano, traumático. Enquanto isso, o furacão se aproximava.
Pouco antes da meia-noite, sentindo que estava perdendo a corrida contra o furacão, o presidente ligou pessoalmente para a governadora,
suplicando que ela assinasse o pedido. De novo ela se recusou.
Mais tarde soube-se que, em reunião com sua equipe, ela havia comentado
que a entrada dos federais em cena seria desmoralizante para a administração estadual. Os esforços do presidente para salvar milhares
de pessoas foram frustrados pela vaidade de uma politiqueira de província.



Mas não só os do presidente. A sra. Kathleen “Deixa Comigo” Blanco recusou-se também a aceitar um pacote multi-estadual de ajuda,
bloqueando a entrada das tropas da Guarda Nacional e até das equipes da Cruz Vermelha
que aguardavam nas fronteiras dos Estados vizinhos.








Sábado, pouco antes de as águas atingirem New Orleans em cheio, Bush telefonou novamente à governadora, insistindo que ela assinasse o pedido
de socorro,
decretasse o estado de emergência na Louisiana e determinasse a evacuação obrigatória das áreas de risco. A mulherzinha concordou,
mas com reservas: topou a evacuação, mas parcial em vez de total, e o estado de emergência, mas ainda sem intervenção das equipes federais.
Foi diante dessa prova final de má-vontade que o presidente colocou então em ação o esquema preparado desde a véspera,
decretando “estado de desastre nacional” e impondo pela força a entrada do socorro federal na Louisiana.


As duas conversas da madame com George W. Bush foram gravadas. Quem quer que jogue a culpa do atraso no presidente é um mentiroso
a serviço do que existe de pior na América. Resta ainda a hipótese de que seja um idiota do Terceiro Mundo,
para quem a esquerda chique de Nova York é a máxima autoridade moral do planeta.


Mas não parou por aí a notável performance da sra. Blanco e do prefeito da cidade, Ray Nagin. New Orleans tinha um plano de socorro
detalhado e preciso, elaborado fazia mais de um ano
com base num exercício simulado e no estudo dos erros cometidos por ocasião
do furacão George, de 1998. Os pontos principais eram:

(1) A população das zonas de risco deveria ser evacuada completamente, e não levada para lugares como o Superdome
e o Convention Center, expostos aos roubos e ao vandalismo.

(2) Como seria preciso transportar pelo menos 300 mil pessoas, todos os ônibus municipais e escolares deveriam ser utilizados para isso.


Como foi executado o plano?









(1) Avisados pelo National Hurricane Center, com dois dias de antecedência, de que seria preciso evacuar a cidade,
a governadora e o prefeito não fizeram absolutamente nada. Quando o furacão chegou, fizeram pior que nada:
obstinados na evacuação parcial, enviaram as vítimas justamente para o Superdome e o Convention Center, onde a desordem
e a violência se repetiram multiplicadas por mil. A evacuação total só foi decretada no domingo,
em obediência tardia às ordens do presidente.



(2) Os ônibus da Prefeitura e das escolas não foram usados. A recusa de mobilizá-los foi proposital. Logo antes de a cidade ser atingida,
o diretor dos Serviços Municipais de Emergência, Joseph Mathews, declarou à revista U. S. News and World Report : “Nossa política oficial é que
cada cidadão assuma o encargo de arranjar seus próprios meios de evacuação.” Esqueceu-se de mencionar um detalhe: segundo o censo de 2003,
aproximadamente 100 mil habitantes da região não têm carro. Resultado: saíram a pé, de carona ou em viaturas de polícia, numa confusão dos diabos.
Estacionados nas suas respectivas garagens, os ônibus que deveriam socorrê-los acabaram sendo eles próprios submergidos e destruídos pelas águas.



Aceito, por fim, em desespero de causa, o socorro federal veio com tudo, em menos de uma hora. Mas já era tarde. New Orleans agonizava.
O prefeito nem viu nada: estava em Baton Rouge. Só voltou para botar a boca no mundo contra George W. Bush. Ironicamente, sua maior
queixa contra o presidente foi a de "não ter enviado os ônibus extras da Greyhound solicitados para o transporte dos flagelados." Bem, como
o presidente ou a Greyhound poderiam imaginar que a Prefeitura estava com falta de ônibus porque tinha deixado os seus boiando no lava-rápido?








Mas a indignação fingida do prefeito fazia sentido. Tanto ele quanto a sra. Blanco são do Partido Democrata, que desde as últimas eleições
atravessa a fase mais deprimente da sua história: perdeu a Presidência, perdeu a maioria no Parlamento, perdeu vários governos estaduais,
e ainda enfrenta, pela primeira vez em décadas, a reação crescente dos conservadores nos três fronts que antes ele dominava tranqüilamente:
a mídia, a educação e o debate cultural (v. South Park Conservatives. The Revolt Against Liberal Media Bias ,
de Brian C. Anderson, New York, Regnery, 2005).




A revelação do vexame criminoso da dupla Nagin-Blanco seria a versão política do furacão Katrina arrombando portas e janelas da agremiação
combalida, o raio de Júpiter abatendo-se sobre um edifício periclitante.
Era preciso evitar isso a todo preço. Se antes mesmo
da chegada da ajuda federal a prioridade máxima dos políticos locais já era a de salvar a própria pele, imaginem depois.
Mal iniciada a contagem dos cadáveres, todos os megafones foram acionados para desviar as atenções dos fatos
e jogar a culpa na única autoridade que tinha cumprido o seu dever nessa história.



O servilismo descarado com que os comentaristas brasileiros macaqueiam essas tolices ao mesmo tempo maliciosas e pueris mostra que
a nossa classe letrada, em matéria de inteligência, está abaixo de qualquer de qualquer caipirão americano, daqueles que circulam pelas estradas
em camionetes dos anos 50 com uma calibre 12 na cabine, ou de qualquer daqueles negões de dois metros que ficam rindo à toa
e exibindo suas proteínas nos shopping centers com um CD-player na orelha, calça pela canela e camiseta até o joelho.
Aqui, 55 % do povão, segundo pesquisas recentes, perceberam na hora o engodo. No Brasil, 100% das mentes iluminadas acreditaram em tudo.


enviada por HACKER


05/09/2006 08:27




A vitória da mentira?




MAIS MENTIRAS

por Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 3 de outubro de 2005




Outro assunto no qual a mídia brasileira continua mentindo alucinadamente é o furacão Katrina. “Ex-diretor da Fema admite erros”, proclama a Folha Online do dia 27. Segundo o jornal, “Michael Brown reconheceu que foi responsável por ‘erros específicos', mas disse que as autoridades locais e estaduais da Louisiana também não coordenaram bem suas ações.” O que aconteceu foi exatamente o contrário: Michael Brown não cedeu um milímetro aos seus atacantes, não concordou com crítica nenhuma, rejeitou todas com veemência e proclamou, com uma coragem rara nos burocratas americanos, que as equipes da Fema (Federal Emergency Management Agency) fizeram o melhor trabalho possível. Quanto às relações com as autoridades locais, colocar na boca de Brown a afirmação chocha de que o prefeito Nagin e a governadora Blanco “não coordenaram bem suas ações” é atenuar artificialmente o sentido do que ele disse. Ele declarou alto e bom som que a administração da Lousiana é “completamente disfuncional”, que o prefeito e a governadora retardaram desastrosamente a convocação da Fema enquanto ficavam discutindo entre si, e que cabe a eles toda a responsabilidade de quaisquer erros porventura cometidos.









Aliás isso é tão óbvio que só a mendacidade crônica de muitos democratas, aliada à covardia de outros tantos republicanos, explica que ainda haja alguma discussão a respeito. Todos os erros até agora apontados pela mídia se enquadram numa destas categorias: falha na evacuação das vítimas, fracasso do policiamento, incoordenação nas comunicações. A Fema não tem nenhum poder de ação nessas áreas. Brown foi taxativo: “A Fema não evacua comunidades. A Fema não faz policiamento. A Fema não cuida de comunicações.” Ninguém a acusou de falhar nas suas tarefas próprias: socorro direto às populações atingidas, operações de salvamento, distribuição de alimentos, administração de cuidados médicos, localização de desaparecidos, levantamento e reparos imediatos de danos materiais. Ninguém disse uma palavra contra a Fema quanto a esses pontos. Só cobram dela responsabilidades que não lhe pertencem e nas quais, por lei, ela não poderia se imiscuir. Brown teve até paciência demais com seus críticos. Se tivesse começado a esbravejar no primeiro dia, talvez a onda de acusações não tivesse crescido tanto.









Na área de responsabilidade própria da Fema, as operações de socorro na Louisiana não foram só eficientes: foram um sucesso inacreditável. Basta comparar o número total de mortos – mil pessoas – com o de vítimas salvas, uma a uma (não estou contando as evacuadas), pelas equipes da Fema (49.800) e pela Guarda Nacional (mais 33 mil). Em velocidade quase impensável, a Fema entregou socorro financeiro a 637 mil famílias, distribuiu de mão em mão 12 milhões de refeições quentes, recuperou 73% do sistema de águas na Louisiana e 78% no Mississipi.



Se o prefeito de Saint Louis Roy Nagin não tivesse deliberadamente sonegado transporte às vítimas nem insistido em abrigar os refugiados nos estádios em vez de levá-los para fora da cidade como era de sua obrigação, ou se a polícia tivesse sido capaz de conter a violência nesses cupinzeiros humanos improvisados pela loucura de um prefeito
, é patente que muitas daquelas mil pessoas ainda estariam vivas.

E o mais provável é que não chegasse sequer a haver enchente nenhuma se a verba enviada pelo governo federal para o conserto das barragens, meses atrás, tivesse sido usada exatamente nisso em vez de canalizada para projetos secundários e para os bolsos de administradores venais.


A afetação histriônica de bons sentimentos na gritaria contra a Fema é exatamente aquilo que no Brasil, durante uma década inteira, foi a tagarelice “ética” do PT: um coral de criminosos apressando-se em subir à tribuna dos acusadores antes que alguém percebesse que o lugar deles era no banco dos réus.









enviada por HACKER


01/09/2006 10:25




ESPERANDO POR CHAMPINHA


Daniel Sant'Anna


Champinha vem aí. E apesar do que afirmam os psiquiatras forenses, segue um conselho:
se o virem por aí, atirem ou corram. Se não atirarem, corram. Se não correrem, atirem.



Agora é oficial: não há motivos para que o assassino Roberto Aparecido Alves Cardoso, 19 anos, o “Champinha”, permaneça na Febem.

“A estudante Liana Friedenbach, 16, morta com o namorado Felipe Silva Caffé, 19, em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo,
foi violentada e torturada pelos acusados de envolvimento na morte do casal, segundo afirmaram policiais que investigam o crime. (...)







O adolescente R.A.C, 16, o Champinha, apontado como o líder do grupo, "idealizou o abuso contra Liana, oferecendo-a aos outros comparsas",
disse o delegado Silvio Balangio Júnior, da Delegacia Seccional de Taboão da Serra. (...) Ainda segundo a polícia,
Champinha foi o responsável por matar Liana e ajudou Paulo César da Silva Marques, 32, o Pernambuco, a matar Felipe.

No dia 1º, Champinha e Pernambuco seguiram para pescar na região quando viram o casal. "Quando viu Liana, Champinha disse para Pernambuco: 'Olha que menina gostosa'.
Depois, teve a idéia de roubar os estudantes", disse o delegado. (...) Na madrugada do dia 5, Champinha levou a estudante até o matagal, onde tentou degolá-la.
Depois, ainda de acordo com a polícia, golpeou a cabeça de Liana com uma peixeira. Quando a estudante caiu no chão,
o adolescente ainda desferiu diversos golpes nas costas e no tórax da menina”.







O laudo que libera Champinha para voltar às ruas e prosseguir sua “carreira” é de um psiquiatra forense com mais de cinco mil laudos de experiência.
Tenho um pressentimento de que convém anotar o nome do psiquiatra: Breno Montari Ramos. Sua análise é científica
e, como tal, fria e desprovida de paixões. Sobre Champinha, ele afirma que:

"Se ele vive com pessoas bêbadas, vai virar um bêbado. Mas, se for para um mosteiro, será um monge".

(Minha pergunta: se ele viver entre psiquiatras forenses, tornar-se-á um psiquiatra forense também?)

"... ele é treinável e educável. Mas é capaz de chegar, no máximo, até a terceira série do Ensino Fundamental".

(Humm... será que isso o impediria de virar um psiquiatra forense?)

"A moça foi assassinada no primeiro golpe, que atingiu a jugular. Pelos testes, ele deu as demais facadas porque ficou inseguro, queria ter certeza que ela estava morta.
Não estava dando as facadas por prazer, mas por dúvida".


(Ah! Agora todos estamos mais sossegados. Acho que os familiares da moça também se sentirão mais “leves” após saberem disso)







O psiquiatra garante que Champinha não é um psicopata.
Ele possuiria apenas um “retardo mental leve”. Não sei o que
Liana diria disso. Mas se o laudo contradiz frontalmente
a realidade, que se dane a realidade, não é mesmo?



MORAL DA HISTÓRIA:


Descrente



Jack, o Estripador, se sentiria tranquilo no Brasil, o paraíso dos bandidos de todo o mundo nessa terra da impunidade. A Lei está do lado deles.
Para o povo brasileiro, esse lance de "punir criminosos" é coisa de outro mundo: do Primeiro Mundo.








Ainda no ano 2000, o então governador George W Bush já era demonizado por toda a esquerda (Arnaldo Jabor á frente) como a encarnação do demônio sem coração. Porquê?
"O Buchi queimou vários seres humanos na cadeira elétrica !" Na verdade, quem manda executar presos é o Poder Judiciário. O governador só aparece como um privilégio do
condenado, como último recurso: ele pode ou não conceder o perdão aos seus crimes e livrá-lo da sentença. No caso de assassinos hediondos, Bush não deu o perdão.


Porquê? Por uma razão bem lógica e irrepreensível: Se criminosos hediondos escapassem impunes e livres para cometer mais crimes hediondos, também estimulariam o surgimento de outros criminosos hediondos pela impunidade. Na política de Tolerância Zero, a única coisa que impede um criminoso potencial
de se tornar um criminoso real é a certeza da punição.







E assim o Brasil chegou ao século 21: Bandidos soltos, cidadãos presos; em vez de publicitários talentosos, as agências contratam parentes e amigos;
em vez de jornalistas, os jornais contratam semi-analfabetos comunistas, publicando até editoriais com erros de português.

Pela esquerda, não existe a Verdade: tudo é relativo, até a própria percepção da Realidade: você nem pode julgar criminosos assim, pois até a Moral é relativa.
Portanto, na história segundo a esquerda, quem aparece como monstro é o Bush, né? Aquele assassino de bandidos indefesos e exterminador de terroristas inocentes.







Agora repita com os esquerdinhas (ops, "progressistas"): "O crime, segundo Marx, é apenas a reação legítima
do lumpenproletariado oprimido contra a superestrutura burguesa na luta de classes..."


Não custa perguntar mais uma vez: já entendeu para onde este país está indo?

É, o psiquiatra da Era Lula decidiu: matadores compulsivos não são psicopatas. Quem vai pro hospício (ou a cadeia, o cemitério
ou um campo de concentração) são os seus críticos anti-comunistas, como eu. Provavelmente meu carcereiro será o Champinha.








enviada por HACKER


01/09/2006 10:21




NEW YORK LIES: – OCULTANDO UM GENOCÍDIO


por Olavo de Carvalho em 24 de agosto de 2002




Nos recentes best sellers de Bernard Goldberg, Ann Coulter, Patrick McGowan e Carlos Wotzkow sobre a desinformação esquerdista na imprensa americana (v. bibliografia abaixo), o New York Times é mencionado com insistência como um dos jornais que mais mentem contra George W. Bush, contra Israel, contra o esforço de guerra antiterrorista e contra a direita em geral. Embora pertença a uma família de judeus, o grande matutino tem escandalizado repetidamente a colônia judaica de Nova York com sua disposição de tudo falsear em favor da OLP, uma organização que – convém não esquecer – foi inteiramente montada e produzida pela KGB com fragmentos de organizações palestinas mais antigas, menores e independentes.







A folha de serviços prestados pelo New York Times à causa comunista é extensa e vem de longa data. Seu maior feito, jamais superado no jornalismo ocidental, foi ocultar do mundo o cerco com que Stálin, deliberadamente, matou seis milhões de ucranianos pela "arma da fome", nos anos 30.


Walter Duranty, correspondente do jornal em Moscou, enganou o público e o governo de seu país durante anos, assegurando que nada de mau estava acontecendo e que, bem ao contrário do que se insinuava, a agricultura ucraniana atravessava uma fase de prosperidade fora do comum. O New York Times ganhou um Prêmio Pulitzer pelas reportagens que ocultavam do público um dos episódios mais tenebrosos da história dos genocídios, colocando a ditadura soviética a salvo de denúncias e pressões internacionais que poderiam salvar seis milhões de vidas.









Malcolm Muggeridge, então correspondente do Manchester Guardian, denunciou a farsa, contando que estivera com Duranty no local e que ambos tinham visto os campos devastados, as pilhas de cadáveres que apodreciam nas ruas, o pânico e o desamparo da população faminta. As reportagens premiadas eram pura propaganda enganosa do governo soviético. Entre a verdade e o prestígio do seu repórter, o New York Times escolheu elogiar Duranty e aumentar o seu salário. A história do genocídio na Ucrânia virou livro – Harvest of Sorrow, do historiador Robert Conquest – tornou-se best seller, foi reconhecida por praticamente todos os historiadores do mundo, mas o New York Times permaneceu impávido na defesa obstinada da sua velha mentira.







Após a morte do maior trapaceiro do jornalismo americano, a abertura dos Arquivos de Moscou trouxe a prova definitiva de que Duranty era agente da KGB e que Muggeridge dissera a estrita verdade (veja a nova edição, aumentada, de Harvest of Sorrow. Mas nada disso interessa ao NYT. Até hoje o jornal não devolveu o prêmio imerecido, não desmentiu as reportagens falsas e não retirou o nome de seu autor da placa de honra que adorna uma das salas da redação. Nunca a obstinação numa mentira jornalística durou tanto tempo. Mesmo os homens que trabalhavam para a KGB na época já confessaram tudo. Mas, para o NYT, o prestígio de um mentiroso profissional comunista está acima dessas ninharias.







Só esse episódio, até hoje não encerrado, que transcende os limites da crônica jornalística e ocupa um lugar significativo na história do século XX, já basta para eliminar de uma vez para sempre todos os motivos razoáveis para considerar o NYT um porta-voz qualificado da "opinião conservadora", qualquer que seja o sentido, por mais elástico e metafórico, em que se use essa expressão.







THE NEW YORK LIES: O PIOR DOS MAIORES

Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 29 de junho de 2006



Meses atrás, por causa do vazamento da identidade de uma agente da CIA, o New York Times armou um fuzuê dos diabos, exigindo a prisão do guru presidencial Karl Rove e até o impeachment do vice-presidente Dick Cheney.

Como a agente não estava de serviço no exterior, o vazamento não constituía nem crime, e o caso, é claro, deu em nada. Cheney continua inabalável e Rove foi dispensado de depor. A única cabeça servida na bandeja para aplacar a gritaria da “Velha Dama Cinzenta” (apelido do centenário jornal) foi a de um oficial de terceiro escalão, que, apavorado sem motivo, mentira para a Justiça.


Na longa seqüência de convulsões histéricas anti-Bush, o episódio parecia ter sido apenas mais um esforço da esquerda chique para produzir um furacão soprando por um canudinho de refrigerante.

Mas desta vez havia um detalhe extra. Enquanto simulava indignação ante o vazamento inócuo, o New York Times preparava duas operações de vazamento efetivo – não do nome de uma agente em férias, mas de informações vitais que, entregues ao inimigo, punham em risco a segurança dos EUA.









Primeiro, o jornal revelou detalhes de funcionamento do programa de vigilância telefônica de pessoas ligadas ao terrorismo. Depois, deu todo o serviço sobre uma operação ultra-secreta que vinha conseguindo penetrar as transações bancárias da Al-Qaeda. Colocou vidas e dólares dos terroristas a salvo do malvado governo americano.

Centenas de espiões infiltrados na CIA, no Pentágono e no Departamento de Estado não haviam conseguido nada de comparável.
O New York Times tornou-se um departamento de inteligência a serviço do inimigo, em tempo de guerra. O crime de traição não poderia ser mais evidente.

A alegação de liberdade de imprensa não cola. O capítulo 18, seção 798 do Código Penal americano pune com prisão e multa “quem quer que voluntária e conscientemente comunique, torne disponível ou publique, de maneira prejudicial ao governo dos EUA, qualquer informação reservada concernente às atividades de inteligência”. Jornais e jornalistas não estão acima das leis.









Se o NYT, a despeito disso, no seu editorial do dia 24 de maio, considerou “bizarro” o apelo de congressistas a que o governo o processasse, é só porque uma longa tradição de abusos impunes o imbuiu de uma noção exagerada da sua própria grandeza inatingível. Na década de 30, o jornal ocultou propositadamente o genocídio de 4 milhões de ucranianos pelo regime soviético. Até hoje está exposta na sua sede a placa em homenagem ao desinformante soviético Walter Duranty, que infundiu nos seus leitores a noção de que a Ucrânia agonizante era um paraíso de paz e prosperidade.



Durante a guerra do Vietnã, seus correspondentes retransmitiam fielmente ao povo americano peças de desinformação recebidas prontas dos comunistas. O repórter brasileiro José Hamilton Ribeiro, que foi correspondente no Vietnã, confessou: “Todos nós, jornalistas estrangeiros, sabíamos que nossas fontes eram agentes vietcongues disfarçados. Mas fechávamos os olhos.”








Desde a Guerra dos Seis Dias, o jornal tem mentido tanto contra Israel que a comunidade judaica de Nova York teve de se organizar para reprimir judicialmente as lorotas mais insuportáveis.

Durante a reunião anual do NYT, em abril, Cliff Kincaid, editor do site Accuracy in Media, espremeu o atual presidente do jornal com perguntas tão irrespondíveis sobre o jornalismo como instrumento de traição, que o herdeiro da dinastia Sulzberger acabou pulando fora do debate (v. www.aim.org/aim_report/462 4_0_4_0_C/)



Seja ou não processado, o New York Times já foi condenado pelo público: segundo uma pesquisa recente, só 30 % de seus leitores acreditam nele. E os lucros da empresa, em 2005, diminuíram dramaticamente em comparação com o ano anterior. Os jornalistas brasileiros, que ainda tomam o pior dos maiores diários americanos como uma Bíblia da profissão, correm o risco de ver a aura de prestígio do seu livro sagrado ir-se desvanecendo aos poucos, deixando no ar um rastro de enxofre.




enviada por HACKER


01/09/2006 10:20






O DIREITO DE INSULTAR


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial), 22 de dezembro de 2005




Raros presidentes americanos tiveram planos tão ambiciosos como George W. Bush, e a razão pela qual ele é tão odiado é que esses planos, aparentemente inviáveis mesmo a longuíssimo prazo, estão se realizando com velocidade alucinante. A consolidação da democracia no Iraque é tão irreversível que a minoria sunita desistiu de boicotar o processo e até os terroristas abdicaram de tentar anarquizar as últimas eleições (o número de ataques baixou em 70 %). Os países em torno improvisam reformas, não querendo ser passados para trás pela onda democratizante, enquanto as tropas americanas continuam firmes no apoio às metas do presidente, resistindo a todas as chantagens e seduções que, na guerra do Vietnã, debilitaram tão facilmente o seu espírito de combate.









Espalhar a democracia no Oriente Médio é uma realização que não fica abaixo da vitória de Ronald Reagan na Guerra Fria. A diferença é que esta se tornou visível da noite para o dia, com a queda do muro de Berlim e a autoliquidação da URSS, ao passo que os resultados visados pelo presidente Bush só podem aparecer aos poucos, espalhados em diversos países e diluídos no fluxo de notícias desfavoráveis que a oposição democrata, firmemente encastelada na grande mídia, produz diariamente para encobri-los.









“Notícias” não é bem a palavra. “Factóides” seria mais apropriado. No começo, impressionaram muito. Chegaram quase a persuadir a opinião pública de que gritos, sustos e gozações humilhantes, impostos a terroristas presos em Guantanamo ou Abu-Ghraib, eram crimes contra a humanidade comparáveis às torturas físicas hediondas que levam os prisioneiros políticos de Cuba, da China ou das ditaduras islâmicas ao desespero e à morte.


Aos poucos, a diferença escamoteada acabou aparecendo naturalmente. A orquestra de exageros premeditados conseguiu mesmo é dissolver o impacto da palavra “tortura”, fazendo dela uma mera figura de linguagem.









Houve também as denúncias escabrosas contra figurões do Partido Republicano. Mas os lucros fabulosos da Hallyburton no Iraque acabaram se mostrando inexistentes, enquanto a acusação de “ruptura de sigilo” jogada contra o vice-presidente Dick Cheney vai se revelando cada vez mais uma pegadinha montada pelo marido mentiroso de uma agente da CIA.


E, vendo que as imputações criminais lançadas contra Tom De Lay não vão mesmo dar em nada, os democratas já passaram ao plano B: espalhar na mídia que o ex-líder republicano na Câmara gasta muito dinheiro de campanha passeando de avião e hospedando-se em hotéis de cinco estrelas. Mesmo que nisso De Lay não ficasse muito abaixo da gastadora Hillary, restaria ainda a pergunta: E daí?









Revoltados de ter de contentar-se com resultados jornalísticos, sem trazer dano judicial substantivo ao entourage do presidente, os democratas voltaram seu ódio contra os jornalistas conservadores.
Queriam vingar-se das revelações desmoralizantes que acabaram com a carreira de Dan Rather e baixaram as vendas do New York Times.











Gastaram uma nota preta em investigações para queimar alguma reputação, mas tudo o que conseguiram foi descobrir que o radialista Rush Limbaugh, desde uma operação na coluna, ficara viciado em analgésicos. Rush passou umas semanas entalado numa confusão judicial, mas emergiu mais perigoso e aplaudido do que antes.










Então os frustrados, no auge do desespero, resolveram vingar-se em alguém mais fraco: saltaram sobre Michele Malkin, uma linda colunista filha de imigrantes vietnamitas, que escreve artigos arrasadores contra o esquerdismo chique do establishment democrata. Mas, não descobrindo nada contra ela, espalharam na internet o grito de dor da impotência enraivecida: “Alguém precisa dar um tiro entre aqueles dois olhinhos puxados.”









A própria Michele, notando os progressos da apelação entre as fileiras da esquerda, dedicou a eles seu último livro, Unhinged: “Destrambelhados”. É a palavra que melhor descreve o estado de espírito de uma facção que, vendo desfazer-se um a um seus ideais, seus argumentos, sua razão de ser, já não dispõe senão do último consolo: o direito de insultar.


Mas o esvaziamento moral não significa, ainda, derrota publicitária ou eleitoral. As realizações de Bush, complexas e abrangentes, precisam de tempo para consolidar-se e ser compreendidas pelo público. Enquanto isso, a confusão favorece o adversário. A curto prazo, o xingamento puro, sem pé nem cabeça, pode ainda ser uma arma mortífera.








enviada por HACKER


01/05/2006 17:14




MALDITOS IMPERIALISTAS


Olavo de Carvalho
Zero Hora, 19 de fevereiro




Querem saber como funciona o odioso imperialismo americano? Vou lhes mostrar.


Até os anos 60, o governo dos EUA era obrigado, por lei, a estocar reservas de comida suficientes para,
no caso de guerra ou crise mundial, alimentar cada cidadão do país por três anos.


Então alguém convenceu o Congresso a dar comida de graça para as populações pobres de outros países.


Desde então, as remessas ao exterior não cessaram de aumentar, e as reservas não cessaram de diminuir.


Em 1996, o governo anunciou que o estoque restante bastava para apenas três dias.


Em 11 de setembro de 2001, os silos do governo estavam quase vazios. Povos que tinham se alimentado
do estoque durante anos saltavam nas ruas, festejando a morte de três mil americanos.


E quantidades cada vez maiores de comida continuaram sendo doadas
aos pobres da Ásia, da África e da América Latina.









Em 2003, o Departamento de Agricultura parou de medir a reserva estatal em dias, porque restava menos que o suficiente para 1 dia por pessoa.
Logo depois, parou completamente de medir a reserva estatal, que era irrisória, e começou a somar a totalidade da comida circulante no país,
incluindo as prateleiras de supermercados. Todo o alimento de consumo diário passou a ser computado como reserva de emergência.
Somado, dava 34 quilos por pessoa: o total da comida disponível era dezoito vezes menor que o estoque de emergência de 1960.


E as remessas para os países pobres continuavam aumentando.


Em 2005, com ameaças de guerra pipocando por toda parte, metade do mundo unida numa feroz campanha anti-americana,
o estoque total baixou para 7,1 quilos por pessoa. Uma queda de 80% em dois anos.


Militarmente, o ponto mais vulnerável da defesa americana é a comida. Mas ninguém pensa em reduzir a ajuda ao exterior.
Quando me apontarem um caso parecido em toda a História Universal, e me mostrarem outra nação que tenha prejudicado a si mesma,
consciente e deliberadamente, para socorrer aqueles que em retribuição a xingam e sonham com a sua destruição,
então talvez eu comece a desconfiar que os americanos sejam um povo tão ruim quanto qualquer outro.







Até o momento, vivendo aqui desde maio do ano passado, só tenho motivos para acreditar que são melhores.
Logo na semana em que cheguei, entrei numa igreja protestante do interior. Só caipira.
Sabem o que os malditos "rednecks" estavam fazendo? Coleta para as crianças pobres... do Brasil.


50% dos americanos fazem trabalho voluntário – a favor de “minorias” locais ou, em geral, de populações do Terceiro Mundo.
Claro, de outras nações também sai dinheiro para o mesmo destino. Mas vem de governos, de instituições, de empresas.
Um povo, mães e pais de família largando seus afazeres
para cuidar de gente que nunca viram – isso nunca houve em parte alguma. Só aqui.
O advento de uma sociedade capaz de criar esse tipo de pessoas é o acontecimento mais notável da história moral da humanidade.



Os brasileiros não podem entender isso porque, como se sabe, eles se dividem genericamente em dois tipos: adultos ricos e remediados que,
da janela de seus carros, espantam com gritos e ameaças as crianças pobres que lhes vêm pedir dinheiro; e crianças pobres que,
descrentes da caridade pública, vão trabalhar para o narcotráfico ou, armadas de facas ou lascas de garrafas, assaltar os ricos e
remediados. Com essa tremenda autoridade moral é que falamos dos americanos.



enviada por HACKER


28/04/2006 23:46





"FAÇA O QUE EU DIGO... E NÃO O QUE EU FAÇO."


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 12 de dezembro de 2005




Se vocês querem saber o que se passa nos EUA, o conselho mais urgente é: ignorem o que sai na mídia brasileira.
Não que a palavra dos jornalistas pese alguma coisa nas eleições: uma recente pesquisa da Gallup mostra que
apenas 24% dos americanos acreditam um pouco neles.

O hábito da mentira e do auto-engano está de tal modo arraigado na elite esquerdista que se tornou como que sua segunda natureza.
A amplitude do fenômeno está tão bem documentada hoje em dia que ninguém pode se considerar bem informado se ainda se surpreende com ele.

Para quem está habituado ao assunto, é até redundante a proposta do livro Do As Say, Not As I Do (“Faça o que eu digo, não o que eu faço”,
New York, Doubleday, 2005),
em que o jornalista Peter Schweitzer compara os discursos do beautiful people
esquerdista aos seus feitos na vida real. O resultado, como não poderia deixar de ser, é arrasador.







O enfatuado Michael Moore, fiscal n° 1 da moralidade alheia, demoniza a Hallyburton, acusando a empresa de petróleo de lucrar com a guerra.
Quando se vai ver, o próprio Moore é acionista da Hallyburton – e, como os demais acionistas, não ganhou coisa nenhuma com a guerra.
Aliás ele vivia declarando que não tinha ações da Bolsa: Schweitzer publica a lista de todas elas, extraída da sua declaração de rendimentos,
com a assinatura do declarante.

Al Franken, assanhado comentarista da estação clintoniana Radio America, chama a América inteira de racista
e posa de entusiasta da lei de cotas - mas, entre seus empregados, a cota de negros é menos de 1 %.

Nancy Pelosi, enfezadíssima líder democrata na Câmara, é tão famosa como defensora dos direitos sindicais que suas campanhas eleitorais
se tornaram recordistas de contribuições dos sindicatos – mas suas empresas vinícolas, hoje entre as mais prósperas dos EUA,
não aceitam empregados sindicalizados.

Noam Chomsky
, acusador emérito do Pentágono, vive de um discreto contrato milionário com... o Pentágono.

Já nem falo nada de Ted Kennedy, dos Clintons e de George Soros. Não vou tirar de vocês o prazer de ler o livro
– em inglês, é claro, pois obras dessa natureza não furam o cinto de castidade que protege a virgindade intelectual brasileira.



enviada por HACKER


28/04/2006 22:04




Vampirismo: o que os comunistas fazem com todos, até entre si



A VELHA ALUCINAÇÃO

Olavo de Carvalho
Época, 22 de julho de 2000




Cada nova geração de comunistas começa dizendo
que os antecessores não entenderam nada.




Cada geração de comunistas vive de renegar as antecessoras. O próprio marxismo nasceu de uma crítica arrasadora a seus precursores
“utópicos”. Karl Marx prometia que daí para a frente tudo ia ser tremendamente científico, e para isso começou por esconder os dados
econômicos recentes, já que as estatísticas atrasadas de 30 anos eram mais apropriadas a sua teoria.



Por esse rigoroso método ele descobriu que uma revolução comunista só podia acontecer num país cheio de proletários. Não era o caso da
Rússia, que só tinha condes, camponeses, empregados públicos e estudantes – uma corja de reacionários e oportunistas. Mas, para Lênin,
isso não era problema. Se a Rússia tinha poucos proletários, tinha muitos comunistas: bastava o Partido fazer a revolução em nome dos futuros
proletários e, quando estes nascessem, seriam informados, nos bercinhos, de que estavam no poder fazia um tempão.






Vítimas das Grandes Fomes soviéticas:
a da Era Lenin matou 5 milhões (1922/23)
e na Era Stalin, mais 6 milhões (1932/33)





O leninismo formou a classe governante mais poderosa, organizada e implacável que já existiu (implacável até consigo mesma:
ninguém no mundo matou mais comunistas do que eles próprios). Quando a revolução estava consolidada e os proletariozinhos começaram a
brotar, disseram-lhes que não havia mais vagas na Nomenklatura.


Todavia, a Revolução Russa não desmentiu completamente Marx. Sob um aspecto ela lhe foi bem fiel. Ele dizia que no campo só havia
reacionários, um “lixo étnico” (sic) que devia ser varrido do higiênico mundo futuro. Os camponeses russos confirmaram isso em toda a linha,
resistindo tenazmente à política anti-religiosa e à coletivização da agricultura, o que obrigou o governo a exterminar 20 milhões deles.


Na China, porém, o exército revolucionário de Mao Tsé-tung, expulso das cidades, teve de se embrenhar no mato e ficou sem proletários nem
funcionários públicos por perto. Daí o Grande Mao tirou a conclusão de que os homens do campo eram os bichos mais revolucionários do
planeta, a verdadeira essência mística do proletariado. A nova doutrina estava tão certa que, para tomar e exercer o poder em nome dos
camponeses, Mao só precisou mandar matar apenas 65 milhões deles.






Já o Grande Carniceiro Mao superou seus mestres na
Grande Fome Chinesa de 1959-62 (30 milhões de mortos)
inspirando Pol Pot a matar 25% da população do Camboja




Mas, para o “eurocomunismo” que veio em seguida, todas essas estratégias históricas não passavam de ilusões. Real, mesmo, só o esquema
de infiltração pacífica propugnado por Antonio Gramsci, segundo o qual a revolução seria feita com potes de anestésico – sorrateiramente, sem
que ninguém percebesse. Violência, se preciso, só depois, com todos os confortos e garantias do poder. A “revolução passiva” que ele
anunciava, porém, foi tão passiva que não aconteceu. O estoque de anestésicos foi ingerido pelos próprios comunistas, que só acordaram com
o estrondo da queda do Muro de Berlim.




Cada geração de comunistas começa dizendo que os antecessores não entenderam bem o espírito da coisa, mas que, agora sim, os malditos
capitalistas vão ver o que é bom pra tosse. Entre fracassos hediondos e sucessos macabros, assim caminha a humanidade: é o eterno script da
novela revolucionária. Mas não faz mal. Que são uns 100 milhões de mortos como preço da mais fascinante experiência alucinógena que já se
inventou?


Por isso, quando ouço falar de uma nova safra de comunistas, saco logo do meu passaporte.








enviada por HACKER


23/04/2006 20:20




O GRITO DOS INTELECTUAIS: “MARXISMO JÁ!”



Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 29 de agosto
(entre parênteses, acréscimos meus)




Normalmente, políticos e intelectuais de esquerda se esquivam de declarar que são comunistas desde a queda do Muro de Berlim. E vivem dizendo
que a direita brasileira é que não assume o próprio nome. Mas não é a direita quem tenta impor a proibição por lei de chamar as coisas pelo nome.
É até cômico que os censores “politicamente corretos” do vocabulário exijam dos outros a linguagem franca que eles próprios buscam abolir.

(“politicamente corretos” ou “progressistas” ou “bem-pensantes” e outros títulos que os modestos esquerdistas se conferem desde os tempos de George Orwell.)


Mas o fogo das denúncias de corrupção no governo Lula derreteu rapidamente a maquiagem verbal, de baixo da qual emergiu o discurso marxista.
Com uma desenvoltura e uma petulância que seriam inimagináveis na época da campanha eleitoral, Lênin e Mao assomaram ao microfone do ciclo
"O Silêncio dos Intelectuais" e em várias colunas de imprensa, dando o sinal de uma instrução transmitida a toda a massa de "trabalhadores intelectuais" ,
concitando-os a juntar forças para atribuir todos os crimes do PT à política "tucanizada" e oferecer como remédio à debacle do partido
a palavra-de-ordem salvadora e unânime: "Marxismo já!"




(Bem-vindos ao século 21. Afinal, esse é um país que vai pra frente...)







O sr. Francisco de Oliveira é explícito: citando Roberto Schwarz, ele proclama que "a conjuntura é ótima para renovar o pensamento brasileiro pelo marxismo ". Provando que
o senso das proporções não é o mesmo numa cabeça de comunista, ele se queixa que a dose de sedativo marxista fornecida aos estudantes universitários é pouca,
porque "não se sabe com que profundidade Marx foi lido". Uai, até observadores menos atentos podem notar que o pensamento marxista domina os cursos nacionais
de História, Direito, Filosofia e Ciências Humanas não por ser muito estudado, mas porque aí não se estuda praticamente nada além dele.


(É o Corão de Marx nas madraças brasileiras.
Sem contar a tortura dos nossos estudantes de Economia: obrigados a mastigar o abacaxi gigante O Capital mesmo sabendo
que é uma fraude só, base do sistema econômico falimentar mais desastroso de todos os tempos – tão catastrófico que arruinou todas as nações que o aplicaram,
e muitas até desapareceram)


De passagem, o sr. Oliveira resmunga que, mesmo no auge da moda marxista nos anos 70, o pensamento dos frankfurtianos esteve "praticamente ausente da universidade
brasileira" – o que, a julgar pelo volume oceânico de citações a Adorno e Benjamin desde então até hoje , só pode ser interpretado no sentido de Stanislaw Ponte Preta:
"Sua ausência preencheu uma lacuna".


Mas o ponto crucial do diagnóstico oliveiriano dos males do marxismo brasileiro é a crítica ao "reformismo" do PCB nos anos 60 e a apologia à "única exceção criadora" da
ocasião, o filósofo Caio Prado Júnior. A presente geração de estudantes dificilmente atinará com o sentido dessa alusão, mas para quem a percebe, a analogia assustadora
com a situação atual é óbvia.
Num momento em que a esquerda, como hoje, lambia as feridas de mais um fiasco monumental e buscava salvar a "honra",
Caio Prado Júnior, autor de A Revolução Brasileira , foi, entre os comunistas históricos, o mais destacado crítico da "aliança com a burguesia nacional" e
o defensor emérito da ruptura violenta que gerou a guerrilha.









Quando Marx disse que a história se repete como farsa, estava antecipando a epopéia tragicômica do próprio movimento comunista, composta de sucessivas reencarnações
farsescas de si própria. O vaivém cíclico entre trégua com a democracia e radicalismo assassino é um dos lances desse enredo criminoso. O sr. Oliveira é em suma
o novo Caio Prado Júnior, assim como o PT hoje é o novo PCB corrompido e "reformista"
que deu com os burros n'água em 1964. A solução deles é, pela enésima vez,
o retorno "purificador" às fontes do marxismo, seguido de um vídeo das guerrilhas, ampliadas às dimensões das FARC.
Esse pessoal não aprende nunca.


De maneira ainda mais caricatural, a sra. Marilena Chauí adverte contra a "crença perigosa" ( sic ) de que as idéias movem o mundo – restaura a lição segundo a qual
“quem move tudo é a luta de classes” – e repete com fidelidade canina a excomunhão marxista da "separação entre trabalho manual e intelectual no capitalismo"
(no socialismo, como se sabe, cada varredor de rua é um novo Leonardo da Vinci). Enquanto lança sobre o "neoliberalismo" as culpas do governo Lula
como se os crimes de 1990 denunciados não viessem do tempo em que ela própria se tornou a musa inspiradora do marxismo petista –,
Chauí no ciclo "O Silêncio dos Intelectuais" traz um enfático reforço à estratégia terrorista do sr. Oliveira.


Ao mesmo tempo, na mídia, o apelo por um retorno ao “marxismo puro” ecoa por toda parte com idêntico vigor. O sr. Fausto Wolff da Caros Amigos, célebre como
relações públicas de Yasser Arafat
, anuncia "uma lição de casa para os petistas" e, com o didatismo de um instrutor do MST, fornece dados biográficos com
um resumo esquemático das doutrinas de Karl Marx. Confesso não estar habilitado a sondar a profundidade dos ensinamentos do sr. Wolff,
já que me falta o único instrumento de análise apropriado para isso: o bafômetro.








Limito-me a anotar do seu artigo dois pontos interessantes. Primeiro, ele não parece ter do marxismo conhecimentos que vão muito além da lauda e meia ali preenchida,
já que proclama ter sido A Essência do Cristianismo , de Ludwig Feuerbach, "o livro que mais influenciou o jovem Marx". Quem quer que tenha estudado o assunto sabe que
Marx só engoliu com reservas as especulações feuerbachianas. O verdadeiro guru e introdutor de Marx e Engels no comunismo foi Moses Hess, satanista praticante,
de cujo livro Die Folgen der Revolution des Proletariats ("Conseqüências da Revolução dos Proletários", 1847 ), trechos inteiros do Manifesto Comunista de 1848
são quase uma paráfrase. (Mais tarde Hess se arrependeu e voltou ao judaísmo, mas era tarde: sua prole infernal já estava espalhada pelo mundo.)



Segundo: o sr. Wolff proclama que uma das grandes desventuras do Brasil é “o abandono da Teologia da Libertação no Brasil”, cujos líderes "perderam a guerra contra o
clero vigarista infiltrado em toda a vida nacional". O leitor, como eu, terá alguma "dificuldade" em enxergar os padres “reacionários” que devem superlotar o Senado, a Câmara,
os Ministérios, o aparato estatal de cultura, o movimento editorial, os canais de TV, as redações de jornais e as editoras de livros, assim como em constatar
a “ausência” nesses locais e até na Presidência da República, de discípulos de Frei Betto e Leonardo Boff. Mas a percepção do sr. Wolff,
sobretudo depois das duas da madrugada, penetra em regiões inacessíveis à visão normal humana. Ele vê coisas.



Para mim, tudo isso foi uma autêntica Hora da Saudade. Ouvindo Marilena Chauí, lendo Francisco Oliveira e Fausto Wolff, entre tantos outros, revivi, proustianamente,
a minha juventude de militante, quando varava noites decorando o Manual de Marxismo-Leninismo da Academia de Ciências da URSS e comovendo-me até às lágrimas
com a convocação de Caio Prado Júnior à sangueira redentora que nos libertaria da vexaminosa "acomodação burguesa" do PCB.
Na época não existiam os termos "neoliberalismo" e "tucanismo". O pecado chamava-se "reformismo" ou 'revisionismo'.
Mas, para o automatismo mental comunista, a mera troca de palavras já é uma inovação formidável.



enviada por HACKER


21/04/2006 12:54




CARA DE PAU E CORAÇÃO DE PEDRA


Olavo de Carvalho

Zero Hora, 18 de setembro

(entre parênteses, acréscimos meus)




Outro dia, um sujeitinho obviamente mal intencionado escreveu neste mesmo jornal que o desarmamento dos judeus na Alemanha nazista veio acompanhado de
fortes incentivos oficiais à posse de armas pelos "cidadãos de bem"; que, portanto, Hitler e o regime que criou não eram desarmamentistas e sim ao contrário.

Na mais branda das hipóteses, esse argumento é exploração da boa-fé popular, baseado na confusão proposital entre a expressão "cidadão de bem" tal como usada
no atual debate sobre o desarmamento, onde designa a população em geral, e no contexto nazista, onde se referia a uma classe especial de pessoas.
Pois a primeira e mais essencial condição para ser um "cidadão de bem" no regime alemão da época era uma carteirinha do Partido Nazista.
Sem isso ninguém tinha sequer direito a um emprego, quanto mais à posse de uma arma. Ou seja: tratava-se de armar até os dentes
uma determinada organização política e seus colaboradores, desarmando ao mesmo tempo o restante da população.








A intenção era idêntica à dos atuais desarmamentistas brasileiros, que jamais pensaram em desarmar os militantes e parceiros de "movimentos sociais", como o MST
ou o Viva-Rio, que tem intensa atuação nas favelas do Rio, abrigo principal dos narcotraficantes naquele Estado,

mas nunca tentou recolher ali uma só arma, como recolhe da população em geral.


E é notória a proteção que seu presidente, o sr. Rubem César Fernandes, estende sobre criminosos como o sr. William Lima da Silva (guru do Comando Vermelho),
cujo livro "Um contra mil" ele prefaciou e festejou em cerimônia na ABI.
Ou o sr. William de Oliveira, "líder comunitário" cujas ligações íntimas com o crime organizado
ninguém ignora. No entender do sr. Fernandes, são esses os "cidadãos de bem", tal como no Nazismo eram cidadãos de bem os militantes e amigos do Partido Nazista.


Ainda mais perverso do que o autor desse artigo é o dr. Emir Sader , que procura associar a campanha contra o desarmamento a interesses de grupos milionários
nacionais e estrangeiros - quando sabe perfeitamente bem que as contribuições desses grupos vão todas para as organizações desarmamentistas, cujos adversários,
portanto, ficam com a pior parte numa luta monstruosamente desigual. Como se não bastasse essa mentira explícita, o dr. Sader ainda insinua que
"ser contra o desarmamentismo é favorecer o contrabando de armas", como se os contrabandistas fossem perder, e não ganhar com a proibição do comércio legal.







Com freqüência leitores me perguntam, perplexos, se tipos como o dr. Sader e outros dizem essas coisas por malícia pura ou estupidez genuína. Respondo-lhes que se trata
sempre de uma mistura das duas coisas, que não há oposição e sim complementaridade entre elas, já que a malícia não é uma forma de inteligência e sim o seu substituto
demoníaco, que é o que resta no fundo da alma quando a inteligência, capacidade de apreender e admitir a verdade, foi vendida em troca de vantagens pessoais,
de apoio grupal ou do sentimento lisonjeiro de "participação" em movimentos
histórico-sociais hipnoticamente atraentes.


(É aí que mora o perigo... Milhões de cidadãos diplomados, frustrados e cheios de ódio embarcam nessa aventura desde o século 19. Sabem que defendem uma mentira,
mas abafam a própria consciência repetindo para si que "os fins justificam os meios" para o bem prevalecer no futuro. A História mostra que isso nunca deu certo.

Eu conheço montes de casos assim, e cada um se considera "único", ou "uma anomalia". Coitados...)



Para tornar-se um autêntico charlatão intelectual, um ser humano tem de primeiro danar a sua própria inteligência, pela ingestão maciça de mentiras e ilusões, chegando
à perfeição no momento em que, sabendo que está mentindo, aprende a simular os sentimentos de uma defesa apaixonada da verdade.
É nesse momento que o leitor
ou ouvinte, sabendo estar diante de uma mentira, fraqueja e se sente em dúvida, imaginando que ninguém teria a cara-de-pau de mentir com tanta afetação de sinceridade.
É desse momento de dúvida que se prevalecem os Sáderes e tutti quanti, já que têm algo mais que cara-de-pau: têm coração de pedra,
que é como a Bíblia simboliza a repressão voluntária da voz da consciência.







( O mais nefando é a pessoa mentir a si mesma. É daí que nasce a esquizofrenia. Ou o duplipensar, que é acreditar em pensamentos opostos –
como “Escravidão é liberdade” - “É preciso uma ditadura para libertar” - “Criticar o stalinismo é fascismo; portanto cale-se” etc.

Isso exige antes uma violação da própria consciência, um auto-estupro psíquico.
A consciência abafada reage com o aparecimento da neurose – uma verdade reprimida.

Deve ser humilhante chegar a esse estado de prostituição mental. O indivíduo se faz de demente para não admitir que está errado.
E só provoca desprezo. Não há nada mais desprezível do que alguém que sacrifica sua sanidade e auto-respeito por uma ideologia
- ou por ódio contra os EUA, o capitalismo, o sistema, a sociedade, o que for.)



Mas, como diz a mesma Bíblia, no fim a sua loucura é exposta aos olhos de todos.



enviada por HACKER


19/04/2006 11:39

¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨



¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ MUNDO MARAVILHOSO


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 2 de janeiro de 2006
(entre parênteses, acréscimo meu)




Duas dicas que você não encontrará em nenhum jornal brasileiro:


O filme em louvor de Alfred Kinsey, estrelado por Liam Neeson, já é pura preparação psicológica das massas para que aceitem isso sem reclamar.
As pesquisas de Kinsey foram patrocinadas pela Fundação Rockefeller, que as impôs como verdade científica a todo o establishment universitário.

Hoje sabe-se que Kinsey era pedófilo praticante, que abusou até de recém-nascidos e que subsidiou as “pesquisas de campo” feitas por um
criminoso de guerra nazista, contratado por ele para ter relações sexuais com meninos e depois descrever suas reações.


Descobriu-se também que suas descrições do comportamento sexual dos americanos não se basearam em pesquisas com pessoas comuns,
mas com estupradores e molestadores de crianças, sendo depois falsamente apresentadas como retratos fiéis da média normal dos cidadãos.


Em suma, Kinsey era um monstro, um psicopata perigoso. Depois de todas essas descobertas, jamais seriamente contestadas,
fazer um filme glorificando o sujeito é, obviamente, estratégia de dessensibilização.


Ramsey Clark, o ex-procurador geral que está atuando voluntariamente na defesa de Saddam Hussein, foi advogado do governo comunista do Vietnã do Norte
na época em que este torturava prisioneiros americanos a granel. Depois trabalhou também para a ditadura dos aiatolás do Irã, e organizou uma campanha
em favor de Slobodan Milosevic.
A revista Salon publicou sua biografia sob o título “Ramsey Clark, o melhor amigo dos criminosos de guerra”.
A ONG que ele fundou, International Action Center, é constituída quase que inteiramente de membros do Workers World Party, marxista-leninista.

(Isso mesmo: "Partido Mundial dos Trabalhadores"). Comunista, lógico. A vantagem da esquerda internacional é justamente essa: ela é internacional.







NOTINHAS INDESEJÁVEIS


Olavo de Carvalho:



Todos os movimentos nazistas, neonazistas, fascistas e neofascistas do mundo são ferozmente anti-americanos e pró-terroristas,
mas no Brasil basta você dizer uma palavra em favor dos EUA e o rótulo de nazista ou fascista logo aparece colado na sua testa.

Vejam, por exemplo, o último filme de George Clooney, Boa Noite, e Boa Sorte, que glorifica um jornalista medíocre, Edward R. Murrow
(personificado por David Strathairn), por haver combatido o senador Joe McCarthy.
O filme é tão besta que, falando o tempo todo de inocentes acusados, não é capaz de mostrar um só deles.

Altos funcionários do governo da Louisiana estão sob investigação criminal por desvio de 60 milhões de dólares de verbas federais enviadas,
muito antes do furacão Katrina, para a reforma das barragens de New Orleans. Entendem por que a obra não saiu?

O repórter da ABC, Dean Reynolds, foi filmado em pleno vexame de tentar extorquir declarações anti-Bush de vítimas da enchente,
recebendo respostas contrárias às que esperava. O mais lindo foi o diálogo com uma senhora negra:

– A senhora não tem raiva do presidente por causa da resposta federal tardia?
– Não, de maneira alguma. Os governos do Estado e do município é que tinham de estar a postos primeiro.
– E não estavam?
– Não, não estavam. Meu Deus, não estavam!



enviada por HACKER


18/04/2006 15:12





OLAVO DE CARVALHO É UM COVARDE!


por Davi Correia e Hacker




Depois de ler vários de seus artigos e debates com outros pensadores da mídia nacional, cheguei à conclusão de que Olavo de Carvalho
não passa de um covarde. Mesmo sabendo que o nível de seus oponentes é substancialmente inferior ao seu,
o filósofo sempre os humilha sem qualquer piedade, pisando em rivais já derrotados. Vejamos alguns exemplos.


Num debate com Luis Fernando Veríssimo sobre o número de mortos iraquianos na guerra, depois que LFV afirmou que “seriam 100 mil”,
OC mostrou que esse número foi obtido pela média tendenciosa de 2 mil a 100 mil, estimada de uma epidemia que se espalhava em
2003 – sem qualquer base científica, por uma revista sensacionalista já condenada antes por charlatanismo – a Lancet,
que confessou ter recebido dinheiro de um grupo de advogados para alardear falsamente que vacinas causavam autismo
– que
publicou essa fraude semanas antes da eleição de 2004, numa tentativa mentirosa e frustrada de favorecer John Kerry.


A desmoralização da vigarice dos militantes anti-Bush pela revista já sem moral só ajudou na reeleição. O debate estava encerrado
e LFV derrotado. Mas quando esse último tenta reagir de forma desesperada dizendo que “os números não importam...”, OC não o
deixa respirar, lembrando que quem trouxe os números para o debate foi o próprio LFV. Precisava? O debate já estava ganho,
mas OC não se contenta com isso. Precisa tripudiar em cima de um adversário já em frangalhos.


Recentemente, ele não deixou Miriam Leitão e Zuenir Ventura fazerem o fingido “mea culpa” da imprensa nacional (aliás, brigar com Zuenir é de covardia ímpar,
dado seu estado de saúde). Esfregou na cara de ambos o número de vezes que alertou para o perigo do PT no poder desde 1993. Mais uma vez, desnecessário.
O filósofo se esquece que estes esquerdistas também têm famílias. E se a população começar a perceber a incompetência deles
e o jornal, antes de falir, for obrigado a demití-los?
Quem irá socorrê-los???








Acima, um herói filosófico combate um exército de clones totalitários: a vitória do indivíduo sobre a falácia do pensamento único que se proliferou pela sociedade




Outro exemplo foi o debate com o juiz trabalhista Grijalbo Fernandes, presidente da Anamatra (Associação Nacional de Magistrados do Trabalho),
onde OC, não satisfeito em humilhá-lo com uma série de artigos (um massacre!) provando a incapacidade do juiz marxista de exercer o cargo,
ainda chuta um adversário caído, estufando o peito com a medalha que ganhou do Tribunal do Trabalho, concedida pela própria diretoria da Anamatra.
E ainda publicou em sua coluna o esporro que o juiz adversário levou da juíza-chefe, mandando-o aprender a ler direito o que Olavo escreveu.
A nação não agüenta esse choque, professor...


Mas o que melhor caracteriza sua covardia é sua ida para o Jornal do Brasil. Se antes seus companheiros de jornal eram esquerdinhas simpáticos
como Arnaldo Jabor e Luis Fernando Veríssimo, adversários já bastante limitados, agora eles são vigaristas de segunda categoria como Emir Sader
(ex-acadêmico da USP que escrevia no site das FARC e velho saco-de-pancadas de OC ) e Leonardo Boff (lacaio de Fidel que foi excomungado pelo Papa).


Preciso dizer mais alguma coisa? OC claramente procura adversários fracos , como um lutador campeão que se recusa a lutar com um desafiante
talentoso, se limitando a lutas arranjadas com oponentes inferiores, apenas para que sua torcida continue vendo nele um campeão.
E pouco importa a desculpa manjada que “não existe desafiante à sua altura”. Isso não pode servir de escudo para a covardia de OC.



enviada por HACKER


29/03/2006 23:12




O filósofo, jornalista, escritor e professor Olavo de Carvalho pisando Lenin e Stalin:
no final, a sabedoria sempre vence a malícia.




O ABATE




Outra evidência escabrosa contra OC foi o inesquecível caso do debate em que ele agrediu intelectualmente um indefeso professor
da Faculdade de Direito da USP diante de centenas de testemunhas chocadas com a impiedade do agressor. O infeliz acadêmico
não teve nem chance de se defender. Ou melhor, teve, mas não foi capaz. Foi um matadouro. O assunto foi tema comentado como
“o abate” em inúmeros blogs, muitos de espectadores:



“O debate foi humilhante, o Olavo acabou com o historiador marxista, nunca tinha visto coisa parecida, tudo q era discutido era provado
no mais alto nível da dialética de Schopenhauer.
O historiador se sentiu tão humilhado pela falta de argumentos para contrapor a visão clara
e realista do Olavo q apelou pra “moral marxista”; uma hora de humilhação depois se retirou do debate sendo vaiado por metade do auditório,
inclusive por seus próprios alunos.
Sei q quase ninguém q lê este blog vai achar graça no assunto, mas eu estou em êxtase até agora!”



“O debate entre Olavo de Carvalho e Alaor Caffé Alves ocorrido esta semana na Faculdade de Direito da USP, no famoso Largo São Francisco,
entrou para a História das Idéias deste país como algo comparável ao embate de Sócrates e Cálicles no diálogo "Górgias", de Platão.
Mas, pelo menos, Cálicles ficou até o fim e não agiu como Alaor, que fugiu do confronto e saiu batendo pezinho igual criança mimada.”



“Olavo não cedeu um milímetro. Não recuou. É um pugilista nato. Nocauteou o adversário de modo a deixá-lo sem ar, estarrecido em meio a
uma imensidão de informações.
Frente a isso, Alaôr socorreu-se com a típica atitude dos que não possuem embasamento intelectual
algum: usou-se de discurso político, apelativo, emocional, fazendo da mesa de debate um palanque eleitoreiro, com vistas a mendigar
alguns votos de seus aluninhos comunistas, que perceberam a enrascada em que seu mestre se metera."









Miss Veen: De acadêmico a diretor de vinhetas da MTV em 30 minutos


“O debate entre Não Lavo O. Carvalho e Ala-la-ô: fantástico, divertido, maravilhoso.

Começou bem - Seu Alaôr falando um monte de coisas eivadas de academicismo que não levavam
a lugar algum. Posts sobre o assunto e melhores que o meu poderão ser encontrados aqui e aqui.

Obrigada, seu Alaôr. Há tempos não me divertia tanto.”




“CHARLES LONDON URGENTE VIA FAX PARA A LIBERAL NETWORK A RESPEITO DO COMBATE DO LARGO DO SÃO FRANCISCO:

OLAVO POPÓ VERSUS ALLAOR DESCAFFEINADO

QUE VERGONHA O MAU EXEMPLO DO OLAVO POPÓ! BATER NUM COMUNA USPIANO EM SUA CASA!
COMO VAI FICAR A REPUTAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DEPOIS DISSO?

E AINDA TEM O ECA – O OLAVO PERIGA SER INDICIADO POR TER ESPANCADO UM MENOR DE IDADE INTELECTUAL USPIANO!

AONDE VAMOS PARAR COM ESSA VIOLÊNCIA TODA, MEU DEUS ?!?

E AS IMAGENS? CADÊ AS IMAGENS DA TORTURA?!?

NÃO TEVE NEM TOALHA PARA O ADVERSÁRIO QUE NÃO FICOU NEM PARA O CAFFEZINHO!

AH AH AH AH !”











“OLAVO DE CARVALHO MASSACRA O MARXISMO NO COVIL DA ESQUERDA CAVIAR. O evento terminou com Alaôr se levantando da
mesa e valentemente fugindo, posando de ofendido depois de tentar ofender o Olavo para escapar ao debate.
Quando Olavo rebateu
demonstrando que Alaôr nada sabia sobre Marx e que era completamente ignorante, Alaôr, "dialeticamente" esmigalhado, se varreu para
fora da sala e nem precisaram chamar o palhaço Vassourinha. E invocou seus poderes de burocrata estatal dizendo ser inaceitável alguém
ofendê-lo "em casa" (isto é, em sua própria faculdade - vejam a arrogância do funcionário estatal que considera os bens públicos
como sua propriedade e não admite nenhum desafio às suas idéias!). Olavo simplesmente sepultou o Marxismo de maneira
espetacular. Foi como se alguém tivesse jogado uma granada no bunker socialista-caviar e pra tudo que é lado
saíram esquerdinhas chiques chamuscados tal qual desenho animado.”





ALGUÉM DA PLATÉIA: Está fugindo?

ALAOR CAFFÉ ALVES: Estou fugindo. Vou fugir. Estou fugindo para respirar. (...) e eu não vou me permitir,
como professor da casa, ser agredido dentro da minha casa, por uma pessoa como esta. Vocês me perdoem.

Nota de O. de C.: Ao final dos debates, há um tumulto geral, aplausos e vaias misturam-se de maneira
indiscernível. A maior parte das vaias condena a atitude de desistência do prof. Alves.


Depois do Abate, o pobre professor Alaôr, que sempre foi tão cheio de si, demonstrou estar visivelmente abalado durante suas aulas.
Traumatizado. OC é um covardão! Como ele mesmo se gabou, “o tal prof. Caffé (...) saiu dali torrado e moído. (...)
Não agüento mais bater em criança.”



Pílulas vermelhas – Saia da Matrix da imprensa brasileira:






De Olho Na Mídia

Site exclusivo de media watch : detector de mentiras
no jornalismo brasileiro. Material é o que nunca falta.










Mídia Sem Máscara

O melhor jornal do Brasil
- leia os artigos de Janer Cristaldo, Caio Rossi,
Júlio Severo, Huascar Terra, Daniel Sant'Anna e Daniel Pipes, entre outros.










Olavo de Carvalho


O genial escritor e filósofo punk é o único jornalista anti-esquerda na grande mídia.

Além do Diogo Mainardi, claro. Mas só Olavo é jurado de morte pelos esquerdopatas,
que tremem a cada um dos artigos explosivos do maior pensador do mundo atual.



ARQUIVOS DE AUDIO E VIDEO DE OLAVO DE CARVALHO – NO RÁDIO E NO YOUTUBE




VIDEO 2 – Olavo de Carvalho comenta a alienação do Brasil:







VEJA MAIS NA 3ª PARTE:
blog - dossiê CRASH





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